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Especialistas acreditam que a Copa de 2014 será sustentável

Mesmo com a dúvida de que se quer o Brasil será capaz de entregar suas obras para Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 a tempo, especialistas acreditam que o País tem capacidade de realizar estes eventos de forma sustentável.

Recentemente em um trabalho acadêmico, minha equipe entrevistou o coordenador da Câmara Temática de Sustentabilidade para a Copa de 2014, Cláudio Langone, que garantiu que seu departamento está trabalhando para que as metas estabelecidas sejam cumpridas.

Outros analistas da área esportiva acreditam que apesar das obras de infraestrutura estarem atrasadas, podem ser ecologicamente corretas. 

A dúvida que realmente fica é se realmente estamos preparados para receber eventos de tal porte. 

Ouça a matéria completa abaixo:


Jogo de interesses


Depois de uma enxurrada de acusações e baixarias, finalmente chega o dia do povo brasileiro eleger seu novo presidente. O que mais me chamou a atenção neste período eleitoral foi o uso da religião como moeda para troca de votos. Religião e política podem se misturar?

Em um país que ainda é “jovem” de democracia, essa mistura pode atrapalhar o processo democrático, pois muitas pessoas ainda não têm a devida consciência de que cada voto é valioso e que existem diversas instituições interessadas em possíveis benefícios. 


É extreamamente vergonhoso tanto para um ateu quanto para um cristão, ciente de sua cidadania, ver líderes espirituais usarem nomes de divindades para conseguir votos para determinados candidatos ou apoiá-los explicitamente.

Não disponho aqui da opinião de um cientista político, mas o meu olhar de simples observadora e cidadã brasileira não me permite ser compatível com esse jogo de interesses, que leva milhões de pessoas a entregarem seu voto por pedido de líderes religiosos. A democracia do Brasil é algo extremamente sensível e complicado para deixar que existam interferências como estas que vemos.





Quanto vale o seu voto?

É possível considerar as eleições do Brasil sérias? Essa é a pergunta que me faço todas as vezes em que topo com alguma propaganda eleitoral. Isso ocasiona um choque de reflexões em minha mente, pois não consigo imaginar como as eleições podem ser levadas a sério em um País, que banaliza cada vez mais o voto.
A cada período eleitoral assistimos candidatos patéticos e absurdos aparecerem diante de nossos olhos, que muitas vezes depositam a confiança em uma pessoa que nem sequer sabe o que irá fazer em seu "futuro" cargo.
É estranho pensar em votos de cabresto e vendas de voto em algumas parte do Brasil, mas é mais estranho ainda votar em um candidato porque o achou engraçado. É difícil imaginar um País democrático desta maneira, no qual jovens estão mais interessados em quem é o artista da semana do que no que poderá acontecer nos próximos quatro anos. Cada um deveria fazer um exame de consciência e verificar o quanto seu voto é importante para que o cenário político se modifique.

Os subúrbios continuam marginalizados

O projeto de construção do estádio do Corinthians em Itaquera, região leste da Grande São Paulo, me fez pensar se realmente, a periferia está preparada para abrigar tal monumento.

Como moradora de um bairro carente da cidade, tive a oportunidade de observar suas mudanças de perto. Com o passar dos anos, pude perceber que ocorreram alguns investimentos em parte de infraestrutura, mas nenhuma transformação profunda. Em comparação com redutos nobres da cidade, os subúrbios continuam marginalizados, sujos e sem capacidade física para receber tantas pessoas.

Quando se descobre que a classe C e D é uma potência consumidora, toda a iniciativa privada se mobiliza para inserir comércios e tirar proveito da situação, o que em todo caso não pode ser considerado como algo ruim, mas e quanto às ações realizadas pelo poder público para as melhorias dessas regiões?

Onde estão os avanços no transporte, no saneamento básico, na saúde, na educação e na cultura? A periferia é uma mina de ouro aos olhos de investidores, mas continua sendo esquecida pelas políticas públicas e sociais. Uma prova disso é a escassez de locais onde as pessoas possam trocar ideias, receber aulas, qualificações e ampliar seus conhecimentos.

As pessoas que aqui vivem não param, assim que as ações que deveriam tratar de melhorar as condições de vida de todas não deveriam cessar.

Robotização.

Disposição é a palavra-chave para a mudança. É muito fácil, dizer que quer ajudar, que vai se conscientizar, e não fazer algo para tornar real o seu pensamento.
Não sou a melhor pessoa para dizer isso. Porque sei que devo mudar, melhorar, ser mais consciente, mas simplesmente não consigo me omitir ao ver certas situações.Como a que presenciei hoje.
Ajudar não é uma tarefa árdua, basta ter vontade, disposição e consciência do que se está fazendo. A dificuldade está em enxergar a necessidade do próximo.Talvez esse mundo cheio de tecnologias, afaste os seres humanos uns dos outros.
A mecanização dos pensamentos já está sendo feita aos poucos sem percebermos e, se não haver profunda reflexão, haverá em um futuro breve, a anulação dos sentimentos, que é justamente o que nos diferencia dos outros seres vivos.
Será que ainda existe alguma saída? Devemos fingir que não vemos as coisas que acontecem?
Só quem pode descobrir as respostas dessas perguntas, é você quem lê este texto.